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Em seus primeiros trabalhos Mariana Fogaça apropriou-se da fotografia como ato espontâneo de observação e conexão com a paisagem, fosse ela natural ou urbana. 

A partir de 2014 passa a refletir sobre o gesto, a passagem do tempo e a percepção do real,  ao criar novas narrativas a partir de intervenções gráficas e da (des)construção da paisagem natural através do movimento contínuo da câmera durante o registro em longa exposição. 

Desde 2015 faz, também, uso da fotografia e do vídeo para expressar-se em autorretratos intimistas, minimalistas e reflexivos.

Em 2017, através da escrita poética, surge o embrião de sua pesquisa mais recente Teu Pulsar é Também o Meu, onde defende a concepção de existência como coexistência e, portanto, a percepção do ser como singularmente plural.  A paisagem é, então, entendida como um organismo único-múltiplo, desse modo, suas variadas existências são vistas como intra-interconectadas e dependentes. Levando-a a questionar e a investigar dicotomias (impostas) na relação entre corpo e mundo, entre humanos e não humanos, entre a percepção do eu e do outro. Ao longo desta investigação Mariana Fogaça expande sua prática artística para além da fotografia e do vídeo, experimentando com a projeção imersiva, a escultura e o têxtil. 

Nascida em São Paulo, Brasil, com residência em Portugal desde 2016 – e no Porto desde 2018, Mariana Fogaça, é mestra em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2020). Possui certificado em Contemporary Fine Art Practice pela Central Saint Martins em Londres (2018) e especialização em Fotografia Documental pelo Institut D’Estudis Fotogràfics de Catalunya em Barcelona (2005). É especializada em Fotografia Profissional pela Escola Panamericana de Arte em São Paulo (2003) e é graduada em Comunicação Social com Habilitação de Propaganda e Marketing pela ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo (2003). 

Recebeu Menção Honrosa em Retrato Fine Art, com o autorretrato Awakening, nos reconhecidos prêmios de fotografia: PX3 – Prix De La Photographie Paris (2018) e IPA – International Photography Award (2015). Atua como artista independente, desde 2007, com trabalhos que integram diversas coleções particulares em países como: Brasil, Portugal, Estados Unidos, Austrália, Itália, França, Bélgica, Alemanha, Inglaterra e Coréia do Sul. Atualmente, transita por diferentes mídias, dentre elas, a fotografia, o vídeo, a projeção imersiva, a escultura, o têxtil e a escrita poética. 

Recentemente, a artista participou das exposições coletivas Entretanto no espaço Cace Cultural (2018) e O Teu Corpo é um Campo de Batalha na The Cave Gallery (2019) e 23min 1,8km no Museu da Fbaup (2020). 

Atualmente, integra o corpo de artistas selecionados para a residência artística Tropismo Fotográfico, realizada pela Ciclo Bienal 2021 de Fotografia do Porto em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. 

EN

In her first works Mariana Fogaça appropriated photography as a spontaneous act of observation and connection with the landscape, whether it was natural or urban.

From 2014 onwards she began to reflect on the gesture, the passage of time and the perception of reality, creating new narratives based on graphic interventions and on the (de)construction of the natural landscape through the continuous movement of the camera during the long exposure shots.

Since 2015, she has also used photography and video to express herself in intimate, minimalist and reflective self-portraits.

In 2017, through poetic writing, the embryo of her most recent research appears: Your Pulsar is the Same as Mine, where she defends the conception of existence as coexistence and, therefore, the perception of being as singularly plural. The landscape, here, is understood as a single-multiple organism where its varied existences are seen as intra-interconnected and dependent. Leading her to question and investigate (imposed) dichotomies in the relationship between body and world, between humans and non-humans, between the self and the other. Throughout this investigation Mariana Fogaça expands her artistic practice to other media such as immersive projection, sculpture and textiles.

Born in São Paulo, Brazil, living in Portugal since 2016 – and in Porto since 2018, Mariana Fogaça, has a master’s degree in Fine Arts from the Faculdade de Belas Artes of the University of Porto (2020). She has a certificate in Contemporary Fine Art Practice by Central Saint Martins in London (2018) and a specialization in Documentary Photography by the Institut D ‘Estudis Fotogràfics de Catalunya in Barcelona (2005). She specializes in Professional Photography from the Escola Panamericana de Artes in São Paulo (2003) and has a degree in Social Communication with Qualification in Advertising and Marketing from ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing, in São Paulo (2003).

She received an Honorable Mention in Fine Art Portrait, with the self-portrait Awakening, in the recognized photography awards: PX3 – Prix De La Photographie Paris (2018) and IPA – International Photography Award (2015). She has been working as an independent artist since 2007, with works that integrate several private collections in countries such as: Brazil, Portugal, United States, Australia, Italy, France, Belgium, Germany, England and South Korea. Currently, she experiments through different media, among they, photography, video, immersive projection, sculpture, textiles and poetic writing.

Recently, the artist participated in the collective exhibitions Entretanto at Cace Cultural (2018) and O Teu Corpo é um Campo de Batalha at The Cave Gallery (2019) and 23min 1.8km at the Fbaup Museum (2020).

Currently, she participates in the artistic residency Tropismo Fotográfico, held by the Ciclo Bienal 2021 of Photography of Porto in partnership with the Faculdade de Belas Artes of Porto.