MUNDO MUDA MEU MUNDO MUDO (WORLD CHANGES MY MUTE WORLD)

VERSÃO EM PORTUGUÊS / ENGLISH VERSION BELOW

 

SÉRIE: MUNDO MUDA MEU MUNDO MUDO

 

O projeto fotográfico Mundo Muda Meu Mundo Mudo, de Mariana Fogaça é inspirado em um trecho da poesia Todo Mundo Muda*, de Cristiano Fogaça. Nele a fotógrafa aborda de maneira sutil os limites e os enlaces entre o subjetivismo e a realidade objetiva.

 

Segundo a artista, o mundo de cada indivíduo é representado pela captura e interpretação de pequenos fragmentos da realidade. Fragmentos estes em contínua transformação e movimento.

 

O mar, elemento central deste ensaio, com sua natureza fluida, simboliza a inquietude de transformar-se constantemente.

 

As fotografias refletem a sinestesia entre o que sentimos e a objetividade. E nos convida a questionarmos: então o que é real? Será que somos capazes de distinguir o real da nossa concepção de realidade?

 

A linha tênue que separa o mundo particular do mundo objetivo é, paradoxalmente, a mesma que os une e os mantêm interligados.

 

Mariana Fogaça utiliza da técnica de longa exposição para desconstruir a cena à sua frente em uma paisagem plácida de estética suave.

 

A fotógrafa contesta a percepção de que a fotografia é um registro exato da realidade, já que este ensaio, nada mais é que a realidade subjetiva da artista. E provoca ainda mais nossos sentidos, ao escolher a fotografia, uma mídia estática, para dialogar sobre o movimento intrínseco do mundo.

 

TRECHO DA POESIA:  TODO MUNDO MUNDA*

TODO                MUNDO                MUDA
MEU                      MUNDO
MUDO

TODO     MUNDO     MUDA
MEU  MUNDO, MUDO
EU

TODO MUNDO MUDO,

MEU MUNDO
MUDA

 


Fotografia Digital.

Edição limitada de 50 cópias.

 


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ENGLISH VERSION

 

WORLD CHANGES MY MUTE WORLD

 

These series of work called World Changes My Mute World (Mundo Muda Meu Mundo Mudo) is inspired on a section of the Poetry ” Every World / Everybody Changes” (Todo Mundo Muda) written by Cristiano Fogaça. In this essay I subtly approach the limits and the links between subjectivity and the objective reality.

In my opnion, the world of each individual is represented by the capture and interpretation of small fragments of reality. These fragments are constantly changing and moving.

The sea, the central element of this essay, with its fluid nature, symbolizes the restlessness of transforming itself constantly.

The photographs reflect the synesthesia between what we feel and objectivity. And invites us to questioning: what is it real? Are we able to distinguish what’s real from our conception of reality?

The fine line between the private world and the objective world is, paradoxically, the same that unites them and keep them connected.

I chose to use long exposure technique to deconstruct the scene before me into a placid landscape of gentle aesthetic.

With these series of work I would to challenge the perception that photography is an accurate record of reality, as this essay is nothing but my own subjective reality.

I also would like to provoke our senses by choosing photography, a static media, to speak about the intrinsic movement of the world.


Digital Photography

Limited Edition Series of 50 copies.

 


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