Série A Espera – vídeos realizados durante atual isolamento social

“Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar…” (Manuel Bandeira, poeta brasileiro)

No vídeo, A Espera, Mariana Fogaça reflete sobre a passagem do tempo através dos quatro elementos: ar, água, fogo e terra. Com apenas 3 cortes intimistas, a artista nos convida a navegar entre subjetividade e objetividade. Logo, somos transportados para o interior deste corpo-casa do qual nunca conhecemos a sua totalidade. O breve vídeo permeia pela poesia da vida cotidiana, assim como, pela melancolia e incerteza da espera. Durante o atual momento de isolamento social, os segundos, as horas e os dias, desritmados da rotina antes imposta, confrontam-nos como nunca antes. O processo criativo passa a habitar este encontro entre bloqueio e expressão artística, solidão e autoconhecimento, angústia e esperança. A arte torna-se ainda mais intrínseca ao espaço íntimo e introspectivo da artista.

Autoria: Mariana Fogaça

Dimensões: 16:9

Duração: 22 segs

“Eu te digo: estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já que de tão fugidio não é mais porque agora tornou-se um novo instante-já que também não é mais. Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa”. (Clarice Lispector, Água Viva).

No vídeo Instante, a vida segue descadenciada entre contemplação e inquietação. O sol, estende-se por entre os segundos, toca-nos a pele, e, através deste corpo-prisma, revela-se fogo. A cada instante, desta tríade contínua, é possível permear entre o início, o processo e o fim. O voo, distante, rompe o espectro de luz, para então, resplandecer a leveza de existir-se no agora.

Este vídeo faz parte da série A Espera, composta por vídeos curtos, de apenas 22 segs, divididos em 3 cortes, intimistas e delicados, nos quais, os convido a navegar entre subjetividade e objetividade. Logo, o observador é transportado para o interior deste corpo-casa do qual nunca conhecemos a sua totalidade. A série permeia pela poesia da vida cotidiana, assim como, pela incerteza da espera. Durante o atual momento de isolamento social, os segundos, as horas e os dias, desritmados da rotina sempre imposta, confrontam-nos como nunca antes. Entretanto, entregue a este novo compasso, a existência nunca cessa de revelar-se e desdobrar-se diante de nós.

Autoria: Mariana Fogaça

Dimensões: 16:9

Duração: 22 segs